Vamos refletir em conjunto, utilizando uma tecnologia diferente.
A escola de ontem e a escola atual
Quando fiz o primário, como era chamado o ensino básico, tudo era muito “básico”, simples. A minha primeira professora foi minha mãe, e os outros professores agiam de maneira muito tranqüila, comum, sem muitas novidades, o que era normal para a época.
Eu me lembro que tinha muito medo de participar das aulas. Naquele tempo não havia ameaças como agora, por parte de outros alunos, mas a vergonha e a timidez não nos deixavam tranquilos.
Os demais alunos também agiam mais ou menos como eu. Somente alguns, talvez hiperativos ou superdotados, é que participavam respondendo as perguntas da professora.
Uma forte lembrança que tenho foi quando eu estava na 5ª série, pois tive uma tarefa de geografia que exigia que pesquisasse e lesse melhor o que havia sido explicado na sala de aula. Assim fiz. Na aula seguinte, dessa disciplina, o professor perguntou quem fizera a tarefa e eu ergui a mão para responder. Foi aí que veio a minha tristeza e decepção. O professor, após ouvir minhas respostas, perguntou quem havia feito a tarefa para mim. Abaixei a cabeça e me senti muito mal. Me senti uma inútil (se é que existe a expressão: muito inútil).
Pesquisando em minha memória, não me lembro de nenhuma inovação tecnológica que os meus professores utilizavam. Mas me recordo perfeitamente que eles ficavam sentados comendo chocolates e fumando dentro da sala de aula enquanto os alunos respondiam questionários em silêncio. Eu não os culpo. O tempo era outro. Agiam assim porque era permitido.
A política educacional evoluiu desde então. Hoje, quase 3 décadas depois, eu, como professora, faço questão de estar o mais informada possível. O mais “antenada” que puder sobre as tecnologias. O fato de lecionar a língua Inglesa, fez com que eu não parasse no tempo. Como leciono há 25 anos na rede estadual e alguns anos na rede particular, precisei estar sempre em dia com alguns recursos didáticos disponíveis.
Em minhas aulas já utilizei desde fitas cassetes até DVDs, de fotografias não digitais a filmagens em AVI, MPEG, etc. E há 2 anos atrás quando chegaram as TVs pen drive, não me fiz de rogada e tratei de aprender a manuseá-la o mais rápido que pude. E aos poucos fui aperfeiçoando essa aprendizagem. Atualmente até o data show já faz parte das aulas em muitos colégios.
Diante de tudo isso ficam dúvidas no ar como: Será que no passado aprendíamos porque fazíamos silêncio ou porque tínhamos medo de castigos e, portanto, estudávamos mais? Por que com toda a modernidade tecnológica existente nos dias de hoje, e com todos os recursos didáticos, não é o suficiente para erradicar de vez o analfabetismo funcional no nosso país? Onde estaremos errando?
Pois é, infelizmente o passado escolar de muitos professores como nós, é este. Felizmente a educação tem melhorado, apesar de que falta muito a ser feito. O que nos consola é saber que existem muitos profissionais como você que não se deixaram contaminar por um passado nebuloso, que deram a volta por cima, que acreditam e amam o que fazem. Parabéns, é de pessoas como você que a sociedade precisa. Que Deus a abençõe sempre.
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